sexta-feira, 12 de abril de 2013


CONFUCIO

1--A virtude perfeita consiste não em socorrer todos os homens sem exceção, o que é impossível, mas em julgar os outros por si mesmo e os tratar como desejaríamos que nos tratassem a nós mesmos.
2--Aquele que não sabe o que é a vida como poderá saber o que é a morte?
3--A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência em conhecê-los.
4-Adverte teus amigos com franqueza e aconselha-os com doçura. Se não aprovarem tua advertência, detem-te. Evita afrontá-los.
5-Aquele que não receia prometer grandes coisas sofre para executá-la.
6-Se tu retribuis o bem com o mal, com que retribuirás o bem? É bastante responder à injustiça com justiça e retribuir o bem com o bem.
7-Se tu te negas a instruir um homem que tem as necessárias aptidões, perdes um homem, isto é, deixa na ignorância um homem que poderia tornar-se virtuoso e sábio. Se ensinares a alguém que não tenha os necessários requisitos, perdes teus ensinamentos. Um homem prudente não perde nem homens nem seus ensinamentos.
8-Não se corrigir após uma falta involuntária é cometer uma falta verdadeira.
9-Dois homens que trilham caminhos diferentes não podem ajudar-se com conselhos.
10-Os homens todos se assemelham por natureza; eles se fazem diferentes pelos hábitos que adquirem.
11-Não há senão duas classes de homens que jamais mudam de conduta; os mais sábios, que são sempre perfeitos, e os mais insensatos, que não querem instruir-se nem se corrigir.


 “Cada classe de homem cai num excesso que lhes é próprio. Podemos conhecer as virtudes de um homem se observamos seus defeitos”.
-Conhecer os homens pelos defeitos, pois ainda não detemos as virtudes na sua integra e no seu âmago, na sua origem. Praticamos as nossas virtudes, com nuances de defeitos, ou os nossos defeitos têm algo de virtudes, se misturam, porque assim é a aprendizagem. A teoria das virtudes já nos deram,os grandes artistas,cientistas e filósofos nos passaram seus conhecimentos didaticamente.Nos cumpre aplicá-los,senti-los,e para isso erramos e acertamos.Trocamos as vezes os conceitos,deformamos as utilizações e o entendimento que temos deles.Mas por estarem próximos e por serem os defeitos de melhor entendimento, saberemos ao detectá-los as virtudes que aquele homem gostaria de estar praticando,com desejo de acertar.Conseguiremos até saber seus excessos e classificá-los por classes,e melhor entende-los,e assim também aprendermos com suas experiências e necessidades.

“Minha doutrina se resume em uma coisa só, que abrange tudo. Toda a sabedoria consiste em aperfeiçoar-se a si mesmo e amar os outros como a si mesmos”.
-Que belo objetivo de vida, amar os outros e aprender com eles. A suposição de amar, já nos exige uma grande evolução,pois com isso já teríamos reunido as virtudes dentro de nós.Para os que lá chegaram,aprendem com mais naturalidade,pois já não têm a impureza dos vícios e defeitos para atrapalhar o raciocínio e o orgulho para embaçar o sentimento.O teatro da vida ,no palco que nos encontramos encenando cenas da amor acabam,se tornam reais,não trocamos de roupa no final de cada apresentação e vamos para casa,retornando ao nosso dia a dia.Vermos os outros como a nós mesmo é um grande passo,principalmente para nós ,que nem nos enxergamos ainda.Mas ser sábio é amar,e lá chegaremos um dia,saberemos amar também o próximo ,e esse objetivo é que nos anima e dá força para nos  aperfeiçoar cada vez mais,para lá chegarmos.


Não furtar

Diz a Lei: “não furtaras”.
Sim, não furtarás o dinheiro, nem a fazenda, nem a posse dos semelhantes.
Contudo, existem outros bens que desaparecem, subtraídos pelo assalto da agressividade invisível que passa, impune, diante dos tribunais articulados na Terra.
Há muitos amigos que restituem honestamente a moeda encontrada na rua, mas que não se pejam de roubar a esperança e o entusiasmo dos companheiros dedicados ao bem, traçando telas de amargura e desânimo, com as quais favorecem a vitória do mal.
Muitos respeitam a terra dos outros; entretanto não hesitam em dilapidar-lhes o patrimônio moral, assestando contra eles a maledicência e a calúnia.
Há criaturas que nunca arrebataram objetos devidos ao conforto do próximo; contudo, não vacilam em surrupiar-lhes a confiança.
E há pessoas inúmeras que jamais invadiram a posse material de quem quer que seja; no entanto, destroem sem piedade a concórdia e a segurança do ambiente em que vivem, roubando o tempo e a alegria dos que trabalham.
“Não furtarás” – estatui o preceito divino.
É preciso, porém, não furtar nem os recursos do corpo, nem os bens da alma, pois que a conseqüência de todo furto é prevista na Lei.