LAGOA DE PEDRA
sábado, 14 de dezembro de 2019
sexta-feira, 12 de abril de 2013
CONFUCIO
1--A virtude perfeita consiste não em socorrer todos os homens sem exceção, o que é impossível, mas em julgar os outros por si mesmo e os tratar como desejaríamos que nos tratassem a nós mesmos.
2--Aquele que não sabe o que é a vida como poderá saber o que é a morte?
3--A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência em conhecê-los.
4-Adverte teus amigos com franqueza e aconselha-os com doçura. Se não aprovarem tua advertência, detem-te. Evita afrontá-los.
5-Aquele que não receia prometer grandes coisas sofre para executá-la.
6-Se tu retribuis o bem com o mal, com que retribuirás o bem? É bastante responder à injustiça com justiça e retribuir o bem com o bem.
7-Se tu te negas a instruir um homem que tem as necessárias aptidões, perdes um homem, isto é, deixa na ignorância um homem que poderia tornar-se virtuoso e sábio. Se ensinares a alguém que não tenha os necessários requisitos, perdes teus ensinamentos. Um homem prudente não perde nem homens nem seus ensinamentos.
8-Não se corrigir após uma falta involuntária é cometer uma falta verdadeira.
9-Dois homens que trilham caminhos diferentes não podem ajudar-se com conselhos.
10-Os homens todos se assemelham por natureza; eles se fazem diferentes pelos hábitos que adquirem.
11-Não há senão duas classes de homens que jamais mudam de conduta; os mais sábios, que são sempre perfeitos, e os mais insensatos, que não querem instruir-se nem se corrigir.
“Cada classe de homem cai num excesso que lhes é próprio. Podemos conhecer as virtudes de um homem se observamos seus defeitos”.
-Conhecer os homens pelos defeitos, pois ainda não detemos as virtudes na sua integra e no seu âmago, na sua origem. Praticamos as nossas virtudes, com nuances de defeitos, ou os nossos defeitos têm algo de virtudes, se misturam, porque assim é a aprendizagem. A teoria das virtudes já nos deram,os grandes artistas,cientistas e filósofos nos passaram seus conhecimentos didaticamente.Nos cumpre aplicá-los,senti-los,e para isso erramos e acertamos.Trocamos as vezes os conceitos,deformamos as utilizações e o entendimento que temos deles.Mas por estarem próximos e por serem os defeitos de melhor entendimento, saberemos ao detectá-los as virtudes que aquele homem gostaria de estar praticando,com desejo de acertar.Conseguiremos até saber seus excessos e classificá-los por classes,e melhor entende-los,e assim também aprendermos com suas experiências e necessidades.
“Minha doutrina se resume em uma coisa só, que abrange tudo. Toda a sabedoria consiste em aperfeiçoar-se a si mesmo e amar os outros como a si mesmos”.
-Que belo objetivo de vida, amar os outros e aprender com eles. A suposição de amar, já nos exige uma grande evolução,pois com isso já teríamos reunido as virtudes dentro de nós.Para os que lá chegaram,aprendem com mais naturalidade,pois já não têm a impureza dos vícios e defeitos para atrapalhar o raciocínio e o orgulho para embaçar o sentimento.O teatro da vida ,no palco que nos encontramos encenando cenas da amor acabam,se tornam reais,não trocamos de roupa no final de cada apresentação e vamos para casa,retornando ao nosso dia a dia.Vermos os outros como a nós mesmo é um grande passo,principalmente para nós ,que nem nos enxergamos ainda.Mas ser sábio é amar,e lá chegaremos um dia,saberemos amar também o próximo ,e esse objetivo é que nos anima e dá força para nos aperfeiçoar cada vez mais,para lá chegarmos.
Não furtar
Diz a Lei: “não furtaras”.
Sim, não furtarás o dinheiro, nem a fazenda, nem a posse dos semelhantes.
Contudo, existem outros bens que desaparecem, subtraídos pelo assalto da agressividade invisível que passa, impune, diante dos tribunais articulados na Terra.
Há muitos amigos que restituem honestamente a moeda encontrada na rua, mas que não se pejam de roubar a esperança e o entusiasmo dos companheiros dedicados ao bem, traçando telas de amargura e desânimo, com as quais favorecem a vitória do mal.
Muitos respeitam a terra dos outros; entretanto não hesitam em dilapidar-lhes o patrimônio moral, assestando contra eles a maledicência e a calúnia.
Há criaturas que nunca arrebataram objetos devidos ao conforto do próximo; contudo, não vacilam em surrupiar-lhes a confiança.
E há pessoas inúmeras que jamais invadiram a posse material de quem quer que seja; no entanto, destroem sem piedade a concórdia e a segurança do ambiente em que vivem, roubando o tempo e a alegria dos que trabalham.
“Não furtarás” – estatui o preceito divino.
É preciso, porém, não furtar nem os recursos do corpo, nem os bens da alma, pois que a conseqüência de todo furto é prevista na Lei.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Lugar depois da morte
Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir...
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas...
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno...
Isso, porém, é fácil de conhecer.
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações; nos compromissos do plano familiar; nas responsabilidades da vida pública; no campo dos negócios materiais; na luta pelo próprio sustento...
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
*
Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde
reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundície.
A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colméia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.
sábado, 14 de abril de 2012
Nascer de Novo
Temos que sempre estar preparados para renascer na vida, é um estado de ser de recomeçar, que deveria sempre estar presente em nossa mente.
Renascemos no corpo, pois sendo a vida eterna, eterno é o espírito, fica a matéria que pertence ao planeta e faz parte do seu inventário.
O espírito continua individual, particularizado, tendo como bagagem a sua evolução intelectual, moral e espiritual, e vai trilhando seu aperfeiçoamento no espaço até o infinito das nossas origens.
O ciclo de vida de um homem no planeta, finda com a degeneração de seu corpo, da matéria, que pertence a Terra, que inclusive na sua transformação, dará vida a outros seres, faz parte do equilíbrio da natureza, na qual, nada se perde.
Essa é a beleza dos reinos mineral, vegetal e animal na face de um planeta, essa transformação é um processo de evolução e vida.
Quando nosso espírito é reclamado pela espiritualidade, e eclipa-se naquela passagem pelo planeta, o nosso corpo volta aos reinos da natureza, pois deles já fazia parte.
Assim também acontece com nossas roupas, objetos de uso, dinheiro, nossas propriedades, tudo fica no planeta, que o originou.
O espírito carrega a essência dos ensinamentos, a luz e a beleza.
Essas mesmas experiências de transformação têm no nosso dia a dia, estar sempre preparado para nascer de novo, é um preparo interior de como devemos encarar os desafios que surgem, os problemas que nos afligem às vezes intransponíveis inicialmente.
Registramos na mente o enunciado do problema, para depois irmos entendendo suas nuances aos poucos.
E como sempre os problemas têm um fundo também emotivo, a compreensão deles sempre é muito difícil, pois postergamos decisões interiores até quando pudermos, pois é sempre melhor conviver com elas do que renascermos para uma desconhecida solução, que além de doer, nem sabemos ser a melhor.
A certeza absoluta que às vezes precisamos ter, nas decisões de vida, provavelmente nunca a teremos, pois é aí onde reside o nosso mérito, e mesmo porque, se a tivéssemos, não teríamos o problema.
Internamente, lá no fundo sabemos que existe um caminho a ser percorrido, pois identificamos que algo não estar bem e precisa ser melhorado, então partimos para entender o que está acontecendo. Temos conversas conosco para ver de frente os fatos.
Modificamos um pouco, mas às vezes pouca adianta, o fato continua a perturbar. Então tentamos fixar alguns pontos que admitimos como certeza,para resolver outros que ainda não entendemos,tentando testar nessa troca, o que está acontecendo.
Meras formalidades estamos nos enganando, pois não podemos trocar certezas internas por incertezas externas, porque elas não são moedas. Devemos nos utilizarmos dessas certezas já existentes para melhor nos posicionarmos, diante do entendimento do problema, que na grande maioria dos casos, faz parte de sua solução.
Os mais experientes e vividos nos dizem, que temos que ter flexibilidade, ou seja, tentar encarar o fato não só com nossas certezas e verdades, assim como também através de diversos ângulos e pontos de vista.
Mesmo porque os fatos em si, não são problemas, diversas pessoas os encaram de formas diferentes, outras nem os enxergam, portanto o problema está em nós, que transformamos os fatos em problema.
Os problemas são os espelhos de nossas dificuldades, incertezas e aflições.
A morte, por exemplo, apesar de estarmos com saúde, a transformamos num grande problema, e colocamos a sua insolubilidade, como parte de outros fatos problemas, que precisam ser resolvidos.
A partir do momento que iniciamos a ter certeza da vida eterna, nascemos de novo, somos um novo ser na solução dos fatos de vida, surgirão outros questionamentos sim, mas alguns, entretanto já estarão sendo resolvidos.
Portanto as nossas certezas vão surgindo à medida que vivemos e nos esclarecemos nos encantos da vida, e sempre estamos renascendo à medida que elas vão se tornando virtudes, que nos acompanharão como parte integrante de nosso espírito infinito.
Antes de tudo, temos que ter como um dos nossos principais objetivos, utilizar nossas certezas e verdades, para dedução sistemática da origem ou do enunciado dos problemas, na eternidade da vida.
Temos que ter dentro de nós a necessidade desse caminho, sem o qual, não sentiremos a vontade de fazer esse esforço.
Se assim o fizermos, à medida que formos tendo esse sentimento e entendimento, outros problemas vão se esclarecendo, e assim por diante.
Já dizia o Filosofo Platão, em um dos seus Diálogos- Teeteto, ou sobre o Conhecimento.
Nesse dialogo um dos personagens é o Filosofo Sócrates, que conversando com Teeteto, disse:
A minha arte obstétrica tem atribuições iguais as das parteiras, com a diferença de eu não partejar mulher, porém homens, e de acompanhar almas, não corpos, em seu trabalho de parto.
A Divindade me incita a partejar, porém me impede de conceber.
O que é fora de dúvida, é que nunca aprenderam nada comigo, neles mesmos é que descobrem as coisas belas que põem no mundo, servindo, nisso tudo, eu e a Divindade como parteira. As dores do parto é que minha arte sabe despertar ou acalmar.
Portanto, para Platão conhecimento é fruto de um trabalho de parto, paciente, doloroso e frutífero no seu final, sendo que neste trabalho, nesse renascer de uma nova vida, no nascer de novo, é que sintetiza o grande e importante objetivo da mãe em ter um filho, e nos homens em geral, de adquirirem conhecimentos. Em ambos os casos o trabalho da natureza se faz, tanto na mulher como nos homens, que pelos esforços próprios conseguirão dar uma nova vida, ou ter o nascer de novo de um novo conhecimento.
Obrigado
Newton Roriz
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